TCC – Ferramentas e Frameworks

Neste post estarei falando um pouco sobre as ferramentas e frameworks escolhidos para o desenvolvimento deste trabalho.

A princípio, na segunda etapa deste trabalho foi feito o levantamento de requisitos. Nesta etapa diversos requisitos não funcionais foram analisados, entre estes requisitos estão quais ferramentas deveriam ser utilizadas para o desenvolvimento deste software.

Por se tratar de um software para desktop em que uma pequena parte será desenvolvida para web, diversos nomes de ferramentas foram listados, sendo elas: IDEs, banco de dados, frameworks, ferramentas de modelagem entre outros.

De inicio, diversas delas chamam atenção de todo desenvolvedor por apresentar uma inteface bonita, parecer de fácil implementação ou até mesmo por que alguém falou muito bem de tal ferramenta. Como todo mundo sabe, nem tudo é o que parece ser, algumas vezes escolher uma ferramenta sem conhece-la pode se torna um problema e por isso existe o estudo de viabilidade.

No estudo de viabilidade estas ferramentas listadas precisam ser bem estudas, pois pode-se comprometer todo um projeto simplesmente por ter feito a escolha da ferramenta errada. Outro requisito que deve ser levado em consideração é a escolha de ferramentas que necessitam a aquisição de licenças para uso.

Atualmente no mercado podemos encontrar diversas ferramentas gratuitas, com um poder igual ou até mesmo superior ao de ferramentas pagas, oferecendo mais agilidade se aplicadas de maneira correta e na área certa. Com esta afirmação não estou defendendo que todos os projetos devam utilizar ferramentas gratuitas. Cada projeto possui suas características e em alguns casos é inevitável que seja necessária aquisição ferramentas especificas. A ideia é escolher a melhor ferramenta sendo ela paga ou gratuita, levando-se em consideração a complexidade do software que se esta desenvolvendo. Caso seja necessária uma ferramenta paga, de alguma forma alguém terá que pagar pela licença, portanto cuidado com este requisito, pois é necessário que se tenha uma atenção especial, se esta parte passa sem analise pode-se encarecer o projeto e o tornar inviável financeiramente.

Bom, se você nunca pensou em nada disso antes de um projeto espero ter levantado uma duvida. Neste caso, como escolher a melhor ferramenta?

Muitos requisitos devem ser levados em consideração, dentre eles, verifique se esta ferramenta possui fóruns ativos na internet, uma vez que em todo projeto chega-se a um momento em que se encontra um problema para a implementação de algum método, e é nestes fóruns que se vai encontrar a ajuda necessária para se solucionar tal problema. Verifique a quantidade de profissionais que utilizam a ferramenta e analise qual a opinião deles sobre tal ferramenta, e o principal, a que área aplicar e como aplicar o uso tal ferramenta no projeto. Pode-se perdem tempo analisando estas informações? Sim, porém é um tempo necessário, para que seu projeto seja bem executado e não tire suas horas de sono.

Para o meu projeto foram escolhidas algumas ferramentas que achei interessantes. Confesso que algumas delas ainda estou aprendendo como é seu funcionamento, e escolhi por motivos próprios por não se tratar de uma aplicação o comercial e sim de um trabalho de conclusão de curso. Neste caso testar algumas ferramentas e frameworks novos se torna interessante, uma vez que entre estas que escolhi,  existem algumas que estão em alta no mercado, e um profissional que esta se formando agora como eu, precisa de um conhecimento amplo para se preparar para o mercado de trabalho. Vou da uma breve descrição de algumas ferramentas que estarei utilizando neste projeto.

Ferramentas aplicadas neste projeto nas áreas Desktop e Web.

Apache Maven: Apache Maven ou simplesmente Maven esta atualmente na sua versão 3,  é uma ferramenta de automação de projetos em Java. Desenvolvido em cima da ferramenta Ant, o Maven se tornou uma ferramenta bastante utilizada por sua configuração serem mais simples, uma vez que sua configuração é baseada em XML. Por se tratar de uma ferramenta de automação de projeto, ele é quem descreve todo o processo de construção de um software. O Maven gerencia as dependências de um projeto, seus módulos e componentes e sequencia de construção através de uma estrutura conhecida como POM (Project Object Model).  Uma característica marcante do Maven é a possibilidade de trabalhar em rede onde seu núcleo pode baixar as dependências diretamente de um repositório.

Mais informações:  http://maven.apache.org/

Subverison: O Subversion é uma ferramenta de controle de versão, ou seja, ele gerencia arquivos e diretórios salvando todas as modificações feitas no projeto com o tempo. Com isso pode se recuperar versões mais antigas do projeto ou examinar o histórico de alterações. O Subversion pode funcionar em rede, com isso permite-se que varias pessoas trabalhem no mesmo projeto estando em computadores diferentes. Em grandes projetos ganha se em produtividade, pois e sempre que um profissional envolvido termine determinada tarefa, pode submetê-la e outro profissional que ao atualizar seu projeto estará com a versão atualiza em sua maquina.

Mais informações:  http://svnbook-pt-br.googlecode.com/svn/snapshots/1.4/svn.intro.whatis.html

Hibernate: O Hibernate é um framework para mapeamento objeto-relacional que tem como objetivo diminuir a complexidade entre programas Java que utilizam o modelo de programação orientada a objetos e banco de dados modelo objeto relacional.  Sua principal característica e transformar classes em Java em tabelas de banco de dados, além de gerar todo o SQL da aplicação liberando o programador desta tarefa.

Mais Informações: http://www.hibernate.org/

Ferramentas para Web:

Spring: Spring é um framework que trabalha com Inversão de Controle e Injeção de Dependência. Possui sua arquitetura baseada em POJOS (Plain Old Java Object) e oferece a eles a eles a possibilidade de alcançar coisas que somente eram possíveis com EJBs.  No Spring o container se encarrega de instanciar as classes e definir quais são suas dependências através de um arquivo de configuração no formato XML permitindo o baixo acoplamento entre classes.

Spring Security: O Spring Security trabalha com segurança baseada em roles. Com isso não é necessário chamar nenhum método para realizar autenticação ou autorização de acesso a usuários em um sistema. Com os roles definidos informamos a aplicação quais recursos podem ser acessados por um usuário que acessou uma área restrita.

Mais informações:  http://www.springsource.org/

JSF: Sobre o Java Server Faces (JSF) não falarei aqui para que o post não fique muito extenso. Fiz um post sobre JSF há algum tempo, então segue o link  Fernando Godoy – JSF.

PrimeFaces: O Primefaces é uma biblioteca de componentes de código aberto para JSF e citada por muitos como uma das melhores bibliotecas do mercado, possuindo cerca de 100 componentes.

Mais informações: http://www.primefaces.org/

Estas são as ferramenta mais interessantes e que estarei utilizando, dentre outras tenho o Astah, Ireport, DbDesigner, DbWrenchapp, PostGreSQL que será meu banco de dados e o NetBeans que será minha IDE.

Estas são algumas das ferramentas e frameworks escolhidas, postei junto com cada descrição o link que contem mais informações caso interesse a mais alguém. Não me aprofundei muito nas explicações para o post não ficar muito extenso, mais sem duvida vale a pena estudar cada uma delas.

Em breve estarei postando códigos e tutorias de configuração de cada uma das ferramentas listadas acima.

Espero que gostem e até o próximo.

TCC 2º Etapa – Levantamento de requisitos.

Para esta etapa estarei falando um pouco sobre levantamento de requisitos.

Após termos passado a primeira etapa do projeto que foi conhecer a regra de negócios bem a fundo entramos nesta segunda etapa, assim como a primeira esta também é de extrema importância, porém esta tem um peso muito grande sobre o software.

2º Etapa – Levantamento de requisitos.

Se na faze de conhecimento da regra de negócio sonhamos com o sistema é nesta que começamos a construir aquilo com o que sonhamos, então muita calma para esta etapa, pois uma analise de requisitos mal feita trará problemas futuros, falhas, atraso na entrega entre muitas outras coisas que comprometem o projeto e com isso temos como consequência um sistema sem qualidade nenhuma e um cliente insatisfeito.

Requisitos estão resumidos em dois tipos que são funcionais e não funcionais. De certa forma eles são:

Requisitos funcionais: São requisitos que influenciam diretamente no software. Estes requisitos tem uma característica importante, pois são eles que agregam valor ao software ou facilitam a vida do usuário. Tendo meu trabalho como exemplo, na primeira fase propus para a empresa a criação de um pagina web para que seus clientes pudessem fazer seus pedidos. Por característica isso é um requisito funcional do software que estou desenvolvendo. Para deixar ainda mais clara à ideia, a empresa poderia ainda me pedir um relatório específico que comparasse as vendas entre os seus representantes comerciais, telefones e web. Isso seria mais um requisito funcional do meu sistema.

Requisitos não funcionais: Os requisitos funcionais são aqueles requisitos que geralmente estão mais ligados ao uso da aplicação, geralmente são estes requisitos que dão acesso aos requisitos funcionais. Dando continuidade ao exemplo do meu sistema, dei o exemplo de requisito funcional que é a pagina Web para os pedidos, agora um requisito não funcional para isto seria, para ter acesso a estes pedidos o cliente precisa estar cadastrado na empresa e possuir um login e senha.

Gosto bastante da ideia de dizer que, requisitos funcionais são aqueles que interessam ao cliente e não funcionais interessam ao programador. Porém não é uma maneira correta de se explicar isto. A maneira que julgo ser correta é que requisito funcional é o que precisa ter no nosso sistema e não funcional que é como nosso sistema vai funcionar.

Uma forma que acho legal de trabalhar nesta esta etapa é criando questionários intuitivos, como por exemplo, se pra cada funcionalidade do sistema você se fizer estas 3 perguntas simples.

  • Como se chamará funcionalidade? Exemplo de resposta: Cadastro de cliente
  • Quais dados preciso para criar este cadastro? Exemplo de resposta: Nome, documentos pessoais, endereço completo, etc.
  • Onde irei armazenar estes dados? Exemplo de resposta: Banco de dados, Arquivo de texto, etc.

Com este exemplo básico já teremos um grande número de informações que nos ajudaram a definir o que iremos fazer, o que precisamos para fazer e teremos até uma ideia de como fazer.

Logicamente que somente com estas perguntinhas básicas não se resolve o levantamento de requisitos, para isto o questionário seria um pouco maior e mais complexo, usei isto somente para exemplificar minha ideia e por que eu acho bastante interessante esta forma de trabalhar e se alguém achar interessante esta abordagem pode criar o seu próprio questionário.

Uma experiência legal que tive também foi no meu segundo ano dentro da universidade onde uma professora, Drª Daniela Eloise Flor apresentou o formulário que auxilia neste processo, particularmente no inicio eu não gostei da ideia e fiquei varias aulas tentado arrumar um motivo pra não fazer, mais após ter feito fui perceber que com este formulário fica fácil a compreensão do sistema de forma geral. Disponibilizei um exemplo que ela mesmo me envio, vale a pena conferir, a ideia é simples e genial pra cada funcionalidade do sistema você anota todas regras de negócio que regem aquela funcionalidade, os pré-requisitos para que esta funcionalidade seja executada, as ações que serão executadas e os pós requisitos que será o resultado de cada ação.

Como prometi deixar algo que acho interessante de exemplo estou disponibilizando o projeto arquitetural do sistema.

Aqui esta o link para o download dos arquivos de exemplo para modelo de requisitos que a prof. me enviou:

Modelo de Requisitos